quarta-feira, 16 de junho de 2010

Aqui tem coisa promoverá debate com candidatos por Bauru

A internet será o grande veículo de comunicação para candidatos regionais, tendo em vista a plena ocupação dos horários televisivos para debates para governadores e presidência da república.

Candiatos para a Assembléia Legislativa e Câmara Federal poderão participar de debates políticos pela internet, conforme anunciou hoje (16 de junho), o Tribunal Superior Eleitoral TSE), em resposta à consulta formulada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).

A resposta do TSE, tendo como relator o ministro Marco Aurélio Mello, foi amplamente favorável à liberdade de portais que tenham interesse em promover debates, não precisando convidar todos os candidatos que disputam um determinado cargo.

Desde já o www.aquitemcoisa.net abre a possibilidade para os candidatos por Bauru participar de dois debates, sendo um para os candidatos à Assembléia Legislativa e outro para a Câmara Federal.

Assim que legalizadas as candidaturas e liberadas legalmente as possibilidades para aparições em público e participações em debates, o Aqui tem coisa anunciará as regras dos debates e promoverá ampla divulgação para que eleitores de todo o universo possam conhecer os postulantes a cargos de deputados por Bauru.

Debates pontuais, como os programados por universidades e entidades de classe poderão contar com a participação do Aqui tem coisa para maior abrangência de seus eventos, visando proporcionar melhor avaliação pelos eleitores quanto os candidatos em disputa.

Pela novidade, muda tudo na campanha eleitoral deste ano. Os candidatos que estavam receosos quanto a limitação de suas aprições em vídeos, poderão contar, a partir de agora, com a própria internet para as exposições de suas plataformas de campanha e posicionamentos sobre os mais variados e importantes temas.

Claro que os debates cumprirão todas as normas que regem as eleições deste ano.

Porém, sob o ponto de vista técnico e operacional, o Aqui tem coisa já se predispõe à promoção, contando com a mais completa estrutura de transmissão on line do interior (a mesma que promoveu a primeira transmissão on line a partir do auditório do Ciesp Bauru, na última quarta-feira (09 de junho), em promoção do Olhar Verde).

A transmissão se dará pelo sistema streaming e, por essa nova possibilidade tecnologica, passa a ampliar a discussão sobre os mais variados temas pelos candidatos que terão a oportunidade de se expor, expor seus pontos de vista e ocupar aqueles espaços agora só permitidos para postulantes a cargos majoritários.

Não será necessário qualquer equipamento complementar para acompanhar os debates, pois no próprio blog faremos constar um banner com acesso direto aos espaços pelos quais se darão as transmissões dos debates.

Entidades como OAB, Assenag, APM e outras estão convidadas a se fazerem parceiras e, para tanto, basta a manifestação pelo "fale conosco" de nosso blog.

Pelo e-mail contato@renatocardoso.com.br fica a abertura para que sejam estabelecidas as parcerias para debates pontuais.

Informamos que, para a condição de debatedores serão usados critérios absolutamente rigorosos, preferencialmente dentre profissionais da mídia e com atuação voltada a assuntos políticos. Ficam, no entanto, a critério do Aqui tem coisa , as presenças dos debatedores e regras dos debates.

No rádio e na TV, é necessário convidar para debates todos os candidatos cujos partidos elegeram deputados na última eleição. Já na internet essa limitação não existe. A lei eleitoral aprovada no ano passado já havia deixado isso claro, mas agora ficou ainda mais evidente.

O deputado Miro Teixeira formulou a consulta ao TSE provocado pelo jornal “Folha de S.Paulo” e pelo UOL. Agora, está definido que os debates eleitorais na web estão totalmente liberados, inclusive durante a chamada fase de pré-campanha.

Eis as perguntas e as respostas do TSE:

1) estão autorizados os portais de internet e os jornais impressos a realizar debates com políticos a qualquer tempo e época, mesmo sendo os políticos convidados apenas candidatos a candidatos de seus partidos a cargos públicos, sem terem sido oficializadas suas candidaturas em convenções partidárias no prazo estipulado em lei?

Resposta do TSE: Sim

2) estão autorizados os portais de internet e os jornais impressos a realizar debates eleitorais e a transmiti-los pela internet, ao vivo, em áudio e vídeo, na rede mundial de computadores?

Resposta do TSE: Sim

3) estão autorizados os portais de internet e os jornais impressos a realizar debates eleitorais com candidatos a candidatos a cargos públicos e a convidar a participar aqueles que julgar relevantes do ponto de vista jornalístico, a seu exclusivo critério dos portais e dos jornais?

Resposta do TSE: Sim

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Tem mão do PT aí

O que estamos presenciando nas extintas agências da Nossa Caixa, não nos é concebível tratrar-se apenas de falhas operacionais. Não, porque conhecemos o profissionalismo dos funcionários da extinta Caixa Paulista, assim como conhecemos e admiramos o profissionalismo dos funcionários do Banco do Brasil.

Tenho razões pessoais para admirar os funcionários do Banco do Brasil, considerando que sou genro de um dos mais respeitados funcionários desse banco, que galgou todos os degraus permitidos em carreira, e seu nome é, até hoje, mencionado por todos de todas as cidades por onde passou.

Tenho vários outros familiares que fizeram carreira no Banco do Brasil. Todos, até hoje, são CASSI. Tenho algúem muito íntimo na família que dá atendimento a funcionários e familiares desses, na condição de psicóloga. Sei do carinho dedicado por ela a todos que se apresentam com a carteirinha da CASSI. Não importa o valor que recebe, a dedicação é a mesma, ou seja, a maior.

Não acredito no que vejo, ou seja, na forma irresponsável com que foram migradas as agências da Nossa Caixa, assim como as suas contas, para o Banco do Brasil.

Não se considerar que a negociação foi anunciada em dezembro último, e apenas há menos de 20 dias o contrato de compra e venda foi registrado na Junta Comercial.

Para mim tem mão do PT e do presidente Lula nisso aí. Tem, na medida em que, exatamente no mês de junho, quando sua predileta, a candidata Dilma, previsivelmente some da mídia , para compensar, considerando a cabeça pequena dos petistas, alguma ação deveria (não deu certo) ser feita contra o nosso Estado de São Paulo, fazendo com que paulistas perdessem seu rumo. Poderia, insisto eu, porque paulistas são firmes e fortes e não cedem jamais, mesmo na condição de vítimas de um pequena ação, que aos olhos de Lula, poderia representar o cáos. Míope diria eu, na razão inversa da união e força dos paulistas.

O tiro de Lula, mirado nos paulistas, atingiu seus pés. Seus, de Dilma e seguidores.

Corre no Estado de São Paulo, até por ação do Sindicato dos Bancários, que utiliza caminhões de som frente as hoje agências do Banco do Brasil, discursos inflamados jogando a culpa ou irresponsabilidade a Lula, pela forma absolutamente inexperiente com que funcionários, até então acostumados ao bom atendimento aos seus clientes (Nossa Caixa), atendem os hoje clientes do BB.

Nas agências migradas para o Banco do Brasil, completa balbúrdia. Tenho visto aposentados de idade avançada tendo que se dirigir aos caixas eletrônicos para descobrir sua nova senha. Vi muitos deles sem saber mais qual sua agência e muito menos o número de sua conta. Vi coisas absolutamente absurdas.

Não há outra explicação. Muita coincidência a compra pelo BB levar quase seis meses para ser registrada na Junta Comercial. Tudo pensado, como é de hábito dos petistas.

Mas "pouca prática", diria eu, porque essa informação irá correr e já tomo conhecimento de um vídeo bem elaborado correndo pela internet e mostrando a verdade dos fatos.

Tudo bem, um junho sem dinheiro, mas a verdade vindo à tona. Ações do PT sempre foram como cobertor de pobre: "cobre-se a cabeça e descobrem-se os pés". Os paulistas estão com esse cobertor com a estrela "suástica" do PT em vermelho, para deixar bem claro qual o culpado... qual foi sua intenção.

Cartórios de nosso Estado não aceitam os contratos e os prejuízos aos ex-clientes da Nossa Caixa são incalculáveis. Já há um sério molvimento liderado por um competente escritório de advocacia no sentido de criar uma Associação dos Clientes da Nossa Caixa. Será uma enxurrada de ações, com certeza. Lula e Dilma que paguem a conta.

E, como é quase certa a mão de Lula nisso aí, para fins eleitoreiros, vai o que se ouve por todo o Estado: saudade do tempo em que o nosso banco estava aos cuidados do governo de São Paulo. Foi só passar para a mão do Lula e pronto essa ...

O tiro mirado nos paulistas se reverteu para os pés de Dilma.

Daí, mais do que nunca a frase: sim nós podemos e o Brasil (São Paulo) pode mais, tem verdadeiro significado.

O fato tem gerado uma forte sinergia entre paulistas, que irão refletir com toda certeza nas urnas.

As eleições deste ano tomam rumo definido. Por mais que José Serra insista em defender que sua campanha é para brasileiros unidos, na verdade, a decisão fica para o "Triângulo das Bermudas", que são os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

No Nordeste, até pelo nível médio cultural de lá, é quase certa a vitória de Dilma.

Porém, onde o índice de analfabetismo é pequeno e a inclusão digital atinge 58% da população, não pode dar outro resultado, senão Marina Silva ou José Serra.
Não Dilma, não continuidade de Lula, não aloprados, condenados, culpados, julgados e ricos com nosso dinheiro.

O que surge, nesse momento, é um movimento de união entre os paulistas, mineiros e cariocas, que decobrem sua importância no processo de moralização do Brasil. Isso na proporção do que produzem, do que geram empregos, do que recolhem de impostos e do que fazem para brasileiros de outros estados.

Se um presidente é capaz de tentar desestabilizar um povo por seu orçametno mensal, do que mais será ele capaz?

Aproveitando e finalizando: paulistas, chegou a hora de mostrarmos nossa força e união. Nós somos a diferença e nós faremos a diferença.

Sim, nós podemos e São Paulo pode mais.

domingo, 13 de junho de 2010

Copa do Mundo e eleições no Brasil

A política para por enquanto. Os olhos estão voltados para a Copa do Mundo que acontece na África do Sul.

Para os partidos que miram a presidência da República e governos estaduais, esse tempo serve para avaliações, armação de estratégias e finalização de composições partidárias.

Quanto mais tempo nosso selecionado estiver em campo, tanto melhor. Melhor com o desempenho da seleção convencendo (e vencendo). Se estiver em campo no dia do enceramento, nem se fala. O país vai parar.

Cada brasileiro é um técnico de seleção e poucos entendem de fato de política – muitos entendem de política rasteira, aquela partidária, do favorecimento, das composições, do aproveitamento.

As especulações sobre o impacto da Copa do Mundo nas eleições, especialmente presidenciais, têm sido uma constante desde 1994, quando, pela primeira vez na era moderna, aconteceu de coincidirem (antes, só em 1950).

Em 1.970, em plena era militar, a Copa do Mundo cumpriu seu papel, de animar os brasileiros, enquanto nos porões do DOI CODI ocorriam as torturas. À cada grito sofrido de um perseguido, um grito de alegria provocado pelos militares e usando o time de Pelé para tal. Médici impôs de técnico (saiu Saldanha e entrou Zagallo) ao preparador físico, o Capitão Cláudio Coutinho (do exército brasileiro).

Muita gente que entende de futebol e de eleições sustenta que o efeito de uma sobre a outra existe e é grande. Quase sempre, a tese é de que os candidatos que representam o governo se beneficiam da vitória, por mecanismos que não se sabe quais são, mas que funcionam.

Noblat, em seu blog, diz que “As evidências em favor do argumento não são sólidas, no entanto. Basta recapitular o que ocorreu de lá para cá. É verdade que a série é inaugurada por um caso que o confirma: Fernando Henrique, candidato da continuidade, venceu no ano em que o Brasil chegou ao tetra. Mas ele voltou a ser bem sucedido na eleição seguinte, apesar da decepção brasileira na França meses antes.

Com Lula, o padrão se repetiu, só que ao contrário. A conquista do penta na Copa realizada na Coréia do Sul e no Japão em junho de 2002 não trouxe qualquer benefício a Serra, o candidato do governo. Quem venceu foi Lula, que voltaria a ganhar em 2006. Não custa lembrar (mesmo que não seja uma memória agradável), que a seleção brasileira havia apresentado, na Copa da Alemanha, seu pior desempenho nos últimos anos.

Não há dúvida que o eleitor brasileiro, na sua maioria, muda de astral no período em que se realiza a Copa do Mundo. Pode haver muita gente que se aproveita do interesse que as pessoas costumam ter pelo futebol, buscando promover seus produtos e suas marcas enquanto ela acontece. Pode ser que a mídia incentive certos exageros dos torcedores, apenas para faturar em cima de suas emoções”.

Marqueteiros não anunciam produtos de consumo em programas de cunho policial - preferem os de humor, de alegria, que suscitam alto astral. Na política não é diferente, e um programa eleitoral no meio do Jornal Nacional, com Galvão Bueno dizendo "É do Brasil", o resultado não pode ser outro senão o de link à vitória. Vemos aí um "recall".

Nessa Copa do Mundo o astral dos brasileiros está em alta e a confiança no time de Dunga é plena. Uns e outros ainda reclamam da falta de Neymar e Ganso. Mas nada que um bom desempenho no primeiro jogo não resolva.
Nesse momento, políticos aflitos estão na base do “frita o peixe e vigia o gato”, ou seja: assistem aos jogos, vestem as camisas verde e amarela, mas querem mesmo é ganhar espaço, conquistar aliados, seguidores, parceiros, colaboradores de campanha.

O Jornal Nacional, sem dúvida o de mais credibilidade da televisão brasileira, e que para muitos dita a regra no Brasil, dedica 75% de seu tempo para o que ocorre na África do Sul. Até Fátima Bernardes deixou seu marido, Willian Bonner, a cuidar do programa jornalístico e dos três filhos do casal.

Noblat nos leva ao passado informando o seguinte: “Se olharmos para o que aconteceu com as pesquisas de intenção de voto no período de realização na Copa de 2002, podemos ter uma idéia de como os dois eventos se interagem. Ela não é, nesse aspecto, diferente das eleições anteriores ou da seguinte, e é mais interessante para nós este ano, por não ter transcorrido em meio a um processo de reeleição.

Quando faltavam 15 dias para o início daquela Copa, a Vox Populi divulgou pesquisa em que Lula tinha 40%, Serra 20%, Garotinho 13% e Ciro Gomes 9%. Os indecisos eram 9%. Uma semana depois de ela começar, o Datafolha publicou outra, com Lula com 40%, Serra 21%, Garotinho 16%, Ciro 11% e 5% de indecisos. Tudo igual. Mais 15 dias e a Sensus divulgou a sua: Lula 39%, Serra 21%, Garotinho 13%, Ciro 14% e indecisos 14%. Tudo igual de novo, com uma pequena piora de Garotinho e uma discreta melhora de Ciro.

Na semana em que o Brasil comemorava a vitória, a Vox publicou: Lula 39%, Serra 17%, Garotinho 12% e Ciro 18%, com 5% de indecisos. Em meados de julho, o Ibope também mostrou a subida de Ciro, detectada no meio da Copa: Lula 33%, Serra 15%, Garotinho 10% e Ciro, em segundo lugar, com 22%. Os indecisos eram 14%.

O que esses números sugerem? Que os eleitores estavam com um olho na eleição e outro na Copa. Ela não alterou a evolução das intenções de voto, fazendo com que Serra subisse. Também não teve o efeito inverso, carreando intenções para Lula. A indecisão não aumentou, em função de um hipotético desvio da atenção para os gramados da Ásia.

Mas o mais relevante foi o que se passou com Ciro. Antes do Mundial, estava com 9%, depois, com 22%%. Por quê? Teria ele alguma relação especial com o futebol? As pessoas pensaram nele por ter o Brasil vencido?
Aconteceu que o PPS e os partidos que o apoiavam, PDT e PTB, destinaram a ele seus tempos de propaganda “partidária” na televisão, todos em junho. Ciro subiu, como seus adversários haviam subido em momentos semelhantes ao longo do primeiro semestre de 2002. Não foi por estarem as pessoas assistindo aos jogos da Copa e com a cabeça em Filipão e seus pupilos que elas deixaram de acompanhar a eleição e de reagir à comunicação política”.

Vamos para este mês de junho de 2.010: o PT usou e abusou de seu estoque de minutos nas rádios e televisão, enquanto o PSDB com aliados reservou o estoque para o período de entusiasmo da Copa do Mundo. Não por acaso o DEM fará sua convenção em 28 de junho. José Serra sem dúvida ocupará todo o espaço, mesmo de forma disfarçada, para não burlar lei do TSE. Talvez surja Aécio nesse dia e aí o efeito poderá ser devastador.

Enfim, neste ano, vamos ver se a história se repete ou se teremos novidades.

A resposta se dará daqui a um mês. Por enquanto temos os seguintes números (é bom anotar): Serra e Dilma empatados com 36%, Marina Silva com 9% e os demais com 1%.

Olho nas ações, com atenção a qual partido irá dedicar tempo para o candidato à Presidência da República. Vamos nos atentar às ações dos partidos em coligação e ver quais serão suas jogadas, ao mesmo tempo em que nosso selecionado faz das suas nos campos da África. E ver se esses farão link às campanha partidária.

Tal qual no gramado, políticos entram em ataques e retrancas, conforme o desempenho de nosso selecionado. Na convenção que serviu para o lançamento de Alckmin para o Governo de São Paulo, ontem (12 de junho), Serra atacou Lula, enfaticamente e pela primeira vez.

Quanto a nos, melhor o Brasil não ser vencedor da Copa e eleitores acertarem no candidato para que tenhamos um País melhor para todos.

Ou os dois, se possível.

sábado, 12 de junho de 2010

Pedro Tobias é alvo de críticas pelo Sindicato dos Bancários

Aquilo que em política é chamado de "rádio peão", tão usado por Marcelo Borges em períodos eleitorais, tem sido usado de forma intensa frente as agências da Nossa Caixa.

Correndo bancos nesta semana, vi o "caminhão som" do sindicato divulgando o que estaria dizendo o representante locutor, se aproveitando da grande afluência de público não só nas agências como em frente às mesmas, considerando a balbúrdia que virou o banco mais paulista dos brasileiros, depois da compra pelo Banco do Brasil.

Ouvi, pelo menos em frente a várias agências bancárias, o representante do sindicado dos bancários dizer que quem colocou José Saab na Associação Hospitalar foi Pedro Tobias. E mais: que Pedro Tobias é testemunha de defesa de Saab no processo que culminou com a recente condenação do réu Saab a mais de cinco anos de prisão.

Isso é muito forte e vai a recomendação para que a cúpula tucana tome providências urgentes, pois nada mais forte e eficaz para desestabilizar uma campanha eleitoral, mesmo antes de seu início, do que anúncios desta natureza e em ambiente coletivo com eleitores em absoluto estado de "stress".

Consideremos que nas agências da Nossa Caixa estão bauruenses nervosos em decorrência dos problemas gerados pela migração das contas para o Banco do Brasil e causando sérios aborrecimentos a quase todos os correntistas. Imaginem alguém que não consegue sacar sua aposentadoria e ouvindo, naquele instante, o nome do nobre deputado com elo ao mais famoso bandido da recente história policial de Bauru.

Imaginem o quanto isso irá render e, sei não, essa ação tem mão de algúem com visão política, aproveitando-se da até certa ingenuidade do representante do sindicato, que não avalia e ou não avaliou durante toda semana, o impacto de seu pronunciamento, com relação a corrida eleitoral deste ano. Até acredito que há mão do PT no retardamento de migração de sistemas gerenciais das contas, deixando exatamente para o momento de largada das campanhas eleitorais essa séria providência.

Já há no Estado movimento para a formação de uma associação de correntista da Nossa Caixa para ações coletivas contra o Banco do Brasil, pelos sérios danos causados moral e financeiramente a milhares desses. Por aí imaginem o barulho que o assunto está rendendo.

Agora imaginem o nome de Pedro Tobias inserido nesse sério e desconfortável momento.

O "locutor" do Sindicato dos Bancários criticava, nos seus "depoimentos" por som exagerado, não só o Presidente Lula, insinuando ser ele o representante do Banco do Brasil e, sem qualquer elo, migrava para o caso Associação Hospitar, dando ênfase a José Saab que, conforme ele. "roubara" R$ 16 milhões da saúde pública e em seguida fazendo elo ao deputado bauruense.

Curioso como sou, consultei vários senhores na calçada e ouvi insistentemente: "esse Pedro Tobias nunca me enganou!".

Tem coisa de marqueteiro por detrás disso, com toda certeza.

Geraldo Alckmin será oficializado candidato pelo PSDB ao governo de São Paulo

Geraldo Alckmin será oficializado pelo PSDB, neste domingo (13) à candidatura ao governo de São Paulo. Segundo o Datafolha, ele é favorito.

Se eleito, esticará de 16 para 20 anos a hegemonia tucana no Estado mais rico do país. Em entrevista ao jornalista Josias de Souza, Alckmin discorreu sobre seus planos de governo.

Sua prioridade será a criação de cursos profissionalizantes de 200 a 400 horas. “Uma via rápida para o emprego”, segundo diz.

Rebate as críticas do rival Aloizio Mercadante nas áreas de educação e segurança: “Não resistem a um debate”, afirma. Abaixo a entrevista:

- O PSDB governa São Paulo há 16 anos. Se eleito, como fará para evitar o que os aeronautas chamam de fadiga de material? Governo não se herda, se conquista. Tivemos boas administrações.

- A alternância de poder não faria bem a São Paulo? Não há justificativa. Quando assumiu, em janeiro de 1995, o Mario Covas não tinha dinheiro para pagar os servidores. Havia R$ 38 milhões em caixa e uma folha de meio bilhão. O Estado estava quebrado. Sem aumentar um único imposto, o Estado ajustou as contas. Em 2010, São Paulo investirá R$ 20 bilhões.

- Há aí o dinheiro da venda da Nossa Caixa, não? É verdade. Mas mesmo se tirarmos a venda da Nossa Caixa, dá R$ 16,5 bilhões de investimentos.

- Qual foi a sua contribuição no ajuste? Quando assumi, em 2001, a relação da dívida sobre a receita corrente líquida era de 2,2. A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelecia 2. Para exemplificar: se receita líquida era de R$ 100 bilhões, o Estado só podia dever R$ 200 bilhões. O Senado baixou resolução estabelecendo que, até 2015, todos tinham que se ajustar. Dez anos antes, em 2005, eu cheguei a uma relação dívida-receita 1,8.

- E quanto a Serra? O Serra teve folga para buscar empréstimos externos para as obras. E reduziu a relação dívida-receita está em 1,5 ponto. O próximo governador terá ainda mais espaço para novos financiamentos. Vamos completar o Rodoanel, melhorar os trens, expandir o metrô e entrar no transporte de alta velocidade.

- O que o inspira a disputar o governo novamente? Eu me sinto mais preparado para a tarefa. Há a experiência de já ter sido governador e o fato de ter disputado, em 2006, a eleição presidencial. Ganhei uma visão de país.

- Não receia ser repetitivo? Aquilo que o Serra disse sobre o Brasil, vale para qualquer governo. Sempre é possível fazer mais.

- Mais ajuste fiscal ou mais obras? As obras não param nunca. E o ajuste fiscal sempre pode ser aperfeiçoado. Mas é óbvio que temos outros sonhos.

- Por exemplo... Temos hoje a maior rede de ensino técnico e tecnológico da América do Sul. Pretendo criar um terceiro braço, uma via rápida para o emprego.

- Como assim? Na escola técnica, a Etec, o curso é de um ano e meio. Na faculdade tecnológica, a Fatec, são três anos. Usando a mesma estrutura física, vamos fazer cursos com duração de 200 a 400 horas.

- Cursos de quê? Voltados para o povão: eletricista, encanador, azulejista, operador de máquina, costureira, modelista. Vamos investir pesado. Sobram vagas no mercado. Não são preenchidas por falta de qualificação. Vamos atacar esse problema.

- Essa é a sua prioridade? Diria que nossa prioridade será educação, aliada à formação profissional e ao desenvolvimento científico e tecnológico. Vamos abrir parques tecnológicos. Serão áreas onde teremos as empresas, a universidade, os institutos de pesquisa... A General Eletric vai ter quatro ou cinco centros de pesquisa e desenvolvimento no mundo. Queremos um em São Paulo.

- Como atrair? Vamos convidá-los a se instalar num dos nossos parques tecnológicos. Haverá laboratórios, mestres, doutores, universidade, terreno, logística, crédito para pesquisa.
- Vai dar estímulo fiscal? Vamos oferecer às empresas a oportunidade de usar os créditos de ICMS para os investimentos em pesquisa. E tem o dinheiro da FAPESP —1% do ICMS vai para pesquisa, por meio da FAPESP. Isso significa mais de R$ 800 milhões por ano.

- Seu rival Aloizio Mercadante diz que, sob o PSDB, a qualidade da educação se degradou. Como responde? São Paulo está acima das metas estabelecidas pelo MEC. O ministério estabeleceu os índices por meio do chamado Ideb. São Paulo está acima da meta em todos os níveis de ensino. O Enem de 2008 mostrou que, das 50 melhores escolas públicas estaduais do Brasil, 38 são de São Paulo.

- Acha, então, que a educação em São Paulo vai bem? É claro que não está bom, sempre pode melhorar. Mas é preciso comparar com o resto do país. A Constituição estabelece que é obrigatório investir no mínimo 25% da receita em educação. São Paulo tem uma tradição de investir 30%. Além disso, há a enorme rede de ensino técnico e tecnológico e as três universidades paulistas, que são brilhantes. A USP está entre as cem melhores universidades do mundo. Vamos avançar muito mais.

- Mercadante também realça a piora dos indicadores da segurança. Tem razão, não? Esse é um tema nosso. É raro no mundo um caso de redução de 71% na taxa de homicídios num Estado. Raríssimo. Quando assumi o governo, em 2001, nós tínhamos 12,8 mil homicídios por ano. Investi para valer. No ano passado foram 4.600 homicídios. Nesse primeiro trimestre, teve um pequeno aumento. Mas nada indica que é uma tendência. Tivemos redução de 2001 até 2009. Oito anos ininterruptos. Redução de 71%. Não estamos satisfeitos. Queremos melhorar mais.

- Como classifica as críticas de Mercadante? São totalmente improcedentes, superficiais, não resistem a um debate. É preciso se amparar em argumentos mais sólidos. Pegue, por exemplo, a posição de São Paulo em número de homicídios por 100 mil habitantes. Há no Estado, 10,9 homicídios por 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde estabelece que o ideal é abaixo de dez. Ainda não conseguimos chegar a isso. Vamos trabalhar para chegar lá. Mas São Paulo é o 25º Estado brasileiro em número de mortos. Só perdemos para Piauí e Santa Catarina. A cidade de São Paulo é a 26ª em número de mortos por cem mil habitantes no país. Só perde para Palmas (TO). É preciso considerar também a responsabilidade do governo federal.

- Quais são as culpas do governo federal? O Serra está coberto de razão quando fala em criar o Ministério da Segurança.

- Acha mesmo que um novo ministério resolve o problema? Não é tanto pelo ministério, mas pela prioridade que sinaliza. O grande problema é o tráfico de drogas e de armas. Para complicar, há a lavagem de dinheiro. Quem tem os instrumentos –COAF, Receita, PF e Forças Armadas é a União, não os Estados.

Lula diz que fará por Dilma 'mais' do que faria por si

Josias de Souza escreve em sua coluna de hoje (12 de junho), que Lula das últimas 72 horas revelou-se um cabo eleitoral otimista com o futuro de sua candidata.

Embora em diálogos privados tenha elogiado o desempenho de Dilma Rousseff, eu não vejo sinceridade por parte do Presidente. Embora ache que sua pupila “parou de errar”.

Embora faça avaliação que o rival, José Serra se “atrapalhou”, mencionando a demora na escolha do vice e a falta de discurso. Aqui a maior falta de sinceridade, pois tudo que precisa é da divulgação do vice de José Serra.

Lula discorreu sobre o papel que pretende exercer na sucessão, caso Dilma vença as eleições.

Afirmou que fará por Dilma mais do que faria se fosse ele próprio o candidato. Toma a disputa de 2010 como uma “questão pessoal”.

Na véspera, em outra conversa, dissera que enxerga na vitória de Dilma o “coroamento” de sua gestão. Daí o empenho.

Revelou que vai encomendar à assessoria uma pesquisa. Lula quer saber quantos presidentes antes dele conseguiram “fazer o sucessor”. Aqui o princípio para uma detalhada avaliação, pois tudo que Lula não quer e não pode ter, visando sua candidatura para o mesmo posto em 2014, é ter Dilma como sucessora.

A propósito do assunto, veja o post logo abaixo e minhas considerações pessoais.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lula não quer Dilma Presidente

Com todo alvoroço que vemos nos gestos exagerados do Presidente Lula, vemos, bem no fundo, uma nítida proposta de Lula não querer Dilma na presidência.
Isso a começar pela própria Dilma que, aos olhos de marqueteiros, não é quem de fato tem requisitos para se apresentar como candidata. Nada pessoal, mas mesmo depois de todas as fases de repaginação, ainda não está ela pronta para a fase que vem a seguir que irá exigir experiência, discurso, serenidade e conteúdo para enfrentar debates.

Dilma e José Serra estão empatados, conforme últimos dados da pesquisa IBOPE e o candidato do PSDB tende a terminar o mês de junho um passo à frente, em razão das programadas aparições em horários eleitorais de seu partido, mais do PPS e do DEM.

A partir de 05 de julho, a corrida eleitoral começa pra valer, e aí é que eleitores terão a oportunidade para melhor avaliação. Aí é que poderemos conhecer o preparo de cada um e, sei não, caso saia mesmo Roberto Requião (PMDB-PR) à presidência, a disputa tenderá ocorrer mais entre este e o tucano José Serra. Dilma poderá perder votos, muito embora seu grande número de eleitores se situarem nas faixas CDE do público votante.

Marina irá crescer, sem dúvida e aí mais um aspecto, porque ela irá tirar voto de outra mulher (Dilma) e poderá fazer o papel que Lula quis até em filme, de ser "filho do Brasil". "Marina, filha do Brasil"... ou a "Obama brasileira".

É por aí e os resultados de pesquisas que temos visto até agora têm apenas significado para quem faz aporte financeiro a campanhas e para o esquentamento da fase efetiva, quando o TSE irá liberar, de fato, a aparição em público e cada qual na condição de candidato.

Mas, quanto a Lula, o raciocínio é o seguinte: em 2.014 ele voltará com tudo na corrida presidencial. Aí imaginemos dois cenários:

a- com Dilma presidente e tendo ele que defendê-la nos próximos quatro anos (tarefa árdua e difícil);
b- com Serra ou Requião, ou Marina presidente e ele na ponta contrária, fazendo críticas tal qual sempre o fizera desde tempos de líder sindical.

Para Lula, fica claro a quem quer ver, que Dilma no poder é tudo que, no íntimo, não quer no momento.
Não com José Dirceu, Gushiken, José Genuínos e outros "trapalhões" do PT a queimar seu filme